Pesquisadores da USP procuram voluntários para um estudo sobre a eficácia do canabidiol

Pesquisadores da USP procuram voluntarios para um estudo sobre a eficacia do canabidiol

Substância extraída da maconha será usada em pacientes com transtorno depressivo maior.

Pesquisadores da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP) começaram a procurar voluntários para um estudo sobre o efeito do canabidiol, substância extraída da maconha, em pacientes com transtorno depressivo maior.

Há dois anos a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) retirou da lista de substâncias proibidas o canabidiol, composto à base de maconha indicado para o tratamento de várias doenças.

Após esse mudanã, mais de 2.000 brasileiros conseguiram autorização do órgão para importar o produto. Ao mesmo tempo, vem crescendo no País o número de pacientes que estão recorrendo à Justiça para fazer o SUS (Sistema Público de Saúde) arcar com os altos custos da substância, usada no tratamento de doenças degenerativas, epilepsia e até para ajudar a suportar o tratamento de câncer.

Não é só o número de pacientes de cannabis medicinal que vem crescendo no País. Empresas americanas que produzem o composto já contam com representantes comerciais no Brasil para auxiliar pacientes no processo de importação. São os casos da HempMeds e da CBD Rx. Juntas, elas já atenderam mais de 500 brasileiros.

Neste ano deve chegar ao mercado o primeiro medicamento a base de cannabis. Com o nome comercial de Mevatyl, o produto, conhecido fora do País como Sativex, recebeu o registro da Anvisa em janeiro e aguarda o processo de precificação para chegar às farmácias. O medicamento, com canabidiol e THC, é indicado para quadros de espasticidade – alteração no tônus muscular – associados à esclerose múltipla. Ele será fabricado pela empresa britânica GW Pharma Limited e distribuído no Brasil pela empresa Beaufour Ipsen Farmacêutica.

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